terça-feira, 15 de maio de 2018

Filme mostra como a infecção por VIH acontece por via sexual

«Uma equipa de investigadores em França construiu um modelo in vitro da camada mucosa da uretra para observar todos os detalhes do momento do primeiro contacto, por via sexual, entre um linfócito T infetado com o VIH e um novo hospedeiro. O resultado deste trabalho é um vídeo que mostra uma impressionante e nítida sequência dos vários passos da estratégia de ataque na chegada do VIH a um novo organismo. Nas imagens vemos, por exemplo, a formação de uma bolsa quando o linfócito T infetado chega até às células epiteliais, e os raios verde fluorescente que o vírus da sida dispara para a mucosa, funcionando como se estivesse munido de uma arma laser. O filme da invasão do VIH foi agora publicado (ou exibido) na revista Cell Reports.
“Os vírus transmitidos dessa forma atravessam a barreira de células epiteliais e alcançam importantes células do sistema imunitário presentes na mucosa genital, os macrófagos, nos quais o VIH se estabelece de forma latente e duradoura”, esclarece Fernando Real. O mecanismo usado pelo vírus da sida neste momento da infecção era conhecido, mas, ainda assim, os investigadores ficaram surpreendidos com o que observaram no tecido vivo
“Foi surpreendente e impressionante observarmos que as células infetadas espalhavam vírus em jatos direcionados às células epiteliais, pulverizando VIH pela mucosa genital durante minutos. O fenómeno era claramente distinto das transmissões de VIH entre células isoladas in vitro descritas anteriormente na literatura científica”, confirma Fernando Real. As imagens são, de facto, impressionantes e permitem acompanhar a estratégia de invasão deste vírus, marcado a verde fluorescente, no tecido da camada mucosa da uretra.»

aqui a Infeção do VIH vista em direto

Fonte:https://www.publico.pt/2018/05/15/ciencia/noticia/filme-mostra-como-a-infeccao-por-vih-acontece-por-via-sexual-1830004

terça-feira, 8 de maio de 2018

5 curiosidades sobre Einstein

1. Os pais estavam preocupados com as suas capacidades cognitivas

É considerado um dos maiores génios da história, mas, em criança, os seus pais até recearam que tivesse problemas cognitivos. No livro do jornalista Denis Brian, Einstein: a life, sugere-se que os pais de Albert Einstein (Hermann Einstein e Pauline Koch) ficaram alarmados com o tempo que o filho demorou até conseguir falar — não o fez antes dos três anos, como o próprio Einstein contou em 1954, ao seu primeiro biógrafo, Carl Seelig:
"Os meus pais estavam preocupados porque comecei a falar tarde, comparativamente [a outras crianças], e consultaram um médico por causa disso. Não te consigo dizer que idade tinha na altura, mas não tinha certamente menos de três anos", revelou.
2. Primeiro artigo científico escrito aos 15 ou 16 anos
Com que idade escreveu Albert Eistein o seu primeiro artigo científico? Com 15 ou 16 anos, ou seja, entre 1894 e 1895, segundo o site Business Insider, que cita a coleção de ensaios “A Era de Ouro da Física Teórica”, organizada pelo historiador científico Jagdish Mehra. Escreveu-o já em Itália, para onde a sua família se mudou em 1894. O seu ensaio, intitulado “Sobre a investigação acerca do estado do éter nos campos magnéticos”, foi enviado ao seu tio materno, Casar Kach, que vivia então em Antuérpia (Bélgica).
3. Excecional a física… não tão bom a matemática
Aos 21 anos, em 1900, Albert Einstein licenciou-se pelo Politécnico de Zurique. Nas cadeiras de física mostrou qualidades excecionais: em 14 das cadeiras que frequentou, teve nota máxima a 5. A matemática, contudo, não era tão bom, relata o Business Insider, que cita ainda uma frase do físico, já mais velho, que reflete sobre as suas considerações iniciais sobre a disciplina:
"Ainda não tinha percebido, enquanto estudante, que um conhecimento mais profundo dos princípios básicos de física estava diretamente ligado aos métodos matemáticos mais complexo."
Recorde-se que Albert Eistein também refletiu muito sobre os temas de educação, dando vários conselhos sobre como se deve educar os jovens. Pode lê-los aqui.
4. Um dos grandes inimigos para a vida: Henri Bergson
O filósofo francês Henri Bergson foi um dos grandes inimigos de Albert Einstein. Segundo a New Yorker, este ficou “particularmente irritado” pela proeminência de cientistas (que não de ciências sociais) e físicos no meio intelectual (e Einstein era um delas). Nas suas teorias defendia que a noção de tempo não podia ser reduzida ao tempo cronometrado, visível nos relógios, e que a ciência exata e o racionalismo não eram as melhores ferramentas para compreender a realidade. Einstein opunha-se, e os dois discutiram o assunto para o resto das suas vidas. Henri Bergson chegou mesmo a sugerir que o talento de Einstein não era assim tão diferente do de H. G. Wells, escritor de ficção científica, cujo romance “A Máquina do Tempo” considerava o tempo como pertencendo a uma quarta dimensão.
5. Quando ganhou um Nobel, não foi pela teoria da relatividade
Quando Albert Einstein ganhou o prémio Nobel da Física, em 1921, não foi com a Teoria Geral da Relatividade, mas “pelos seus serviços para a Física Teórica, em especial pela sua descoberta da lei do efeito fotoelétrico”. A New Yorker liga o facto de Einstein não ter ganho um Nobel pela Teoria da Relatividade às críticas feitas por Henri Bergson: diz que as objeções deste último “foram parcialmente responsáveis” por isso.
Fonte: https://observador.pt/2016/02/11/9-curiosidades-albert-einstein/

segunda-feira, 7 de maio de 2018

3 importantes descobertas da ciência que foram feitas acidentalmente

1. Raios-X
O físico alemão Wilhelm Roentgen estava a trabalhar com tubos de raios catódicos no seu laboratório quando, em 1895, percebeu que eles iluminavam uma divisória na sala, mesmo quando estavam cobertos. Ele tentou bloquear a luz com vários objetos, mas nada funcionava. Até que ele colocou a sua mão em frente aos tubos e viu a imagem dos seus ossos projetada na divisória. A tecnologia foi aprimorada com chapas fotográficas e começou a ser usada nos hospitais — apesar de, na época, não saberem dos riscos que envolviam esta outra descoberta acidental.
2. Velcro
Após passear pelos Alpes com seu cachorro, o engenheiro suíço George de Mestral notou que pequenos pedaços de uma planta do género Arctium tinham ficado agarrados à sua roupa. As sementes eram cobertas de pequenos ganchos, que permitiram que elas ficassem presas no cientista. Assim, Mestral decidiu criar um objeto tão aderente quanto aquelas sementes: o velcro.
3.  Insulina
Em 1889, os médicos Oscar Minkowski e Josef von Mering removeram o pâncreas de um cão para entender como o órgão afetava a digestão. Dias depois, moscas aglomeraram-se em volta da urina do bichinho, que estava cheia de açúcar. Ao remover o pâncreas, os médicos não conseguiram descobrir a causa do fenómeno. Duas décadas depois, dois pesquisadores da Universidade de Toronto, Frederick Banting e John Macleod, conseguiram isolar a substância excretada pelo pâncreas que regulava o nível de açúcar no sangue: a insulina. Em 1923, ganharam o Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina.
Fonte: https://revistagalileu.globo.com

quinta-feira, 26 de abril de 2018

4 bizarrices que acontecem com o corpo no espaço

1. Perda de 12% de densidade óssea

Devido à gravidade, o corpo humano é constantemente "forçado para baixo". Por isso, ficar em pé ou fazer uma simples caminhada ao redor da Terra já é considerado um grande exercício. Porém, no espaço, a gravidade não existe e isso faz com que os astronautas percam uma grande quantidade de densidade muscular e óssea. Além disso, quando um corpo "não pesa", os músculos encolhem e absorvem o tecido que sobra. Para diminuir esses efeitos, os astronautas têm de realizar até 2,5 horas de exercícios diários em esteiras e outras máquinas criadas especialmente para locais sem gravidade.

2. Insónia

Novamente, devido à falta de gravidade, os astronautas, para dormir, têm de fixar os seus sacos de dormir numa parede ou a um teto. Eles não precisam de colchões ou almofadas confortáveis, pois os seus corpos flutuam e relaxam facilmente.Na Estação Espacial Internacional, existem seis cabines construídas exclusivamente para os astronautas terem uma boa noite de sono. Apesar de toda essa preparação, a maioria dos astronautas reclama que consegue dormir, no máximo, seis horas por dia.

3. O sangue não flui tão bem

As pernas não recebem a mesma quantidade de sangue no espaço em comparação com a abundância de fluidos que recebe na Terra. O coração continua a bombear sangue suficiente para os membros inferiores, porém, os vasos sanguíneos da perna tornam-se preguiçosos com a falta de gravidade. Assim, quando os astronautas retornam à Terra e o sangue volta a correr normalmente, eles podem sentir alguns efeitos colaterais, como tonturas e desmaios. Isso acontece porque alguns vasos sanguíneos menores têm dificuldade em enviar o sangue de volta para a parte superior do corpo.

4. A visão pode piorar

Um estudo recente da Escola de Medicina do Texas revelou que a visão dos astronautas pode ser danificada devido às mudanças na pressurização no espaço. Os pesquisadores fizeram ressonâncias magnéticas em 27 astronautas da NASA, depois de eles terem passado 108 dias no espaço. Quatro tinham o nervo ótico inchado, três tiveram torções na bainha do nervo e seis tinham o globo ocular achatado. As alterações são similares às observadas em pessoas com hipertensão intracraniana idiopática, uma condição em que a pressão do sangue e de outros fluidos é anormalmente elevada no cérebro. No espaço, essas mudanças podem estar relacionadas com o fato de os astronautas viverem em queda livre. Num dos seus vídeos na ISS, o astronauta canadiano Chris Hadfield explicou que todos os tripulantes fazem exames constantes aos olhos para entender como o espaço pode danificar a visão. Um dos equipamentos utilizados pelos astronautas é o tonómetro. Com ele, é possível saber se a pressão nos olhos está normal. Além disso, eles também fazem ultrassons nos olhos para ver o estado do nervo ótico.
Fonte:https://super.abril.com.br/ciencia/7-bizarrices-que-acontecem-com-o-corpo-no-espaco/

Ártico tem concentração recorde de microplásticos

«Em três expedições, cientistas da Alemanha recolheram amostras de gelo marítimo do Ártico. Verificaram que as concentrações de microplásticos podem chegar a mais de 12 mil partículas por cada litro de gelo.

Os microplásticos são formados pela deterioração de peças maiores de plástico no mar ou surgem ainda em terra pela lavagem de têxteis sintéticos, pela abrasão dos pneus de carros ou já incorporados em produtos de limpeza corporal e cosméticos.

Nessas expedições, os cientistas recolheram amostras de cinco regiões do oceano Árctico desde a deriva transpolar (a maior corrente do oceano Ártico) até ao estreito de Fram (liga o oceano Ártico e o mar da Gronelândia). É neste espaço que acontece o transporte de gelo marítimo entre o Ártico Central e o Atlântico Norte. Depois, para calcularem a quantidade de microplásticos, os cientistas analisaram as várias camadas de gelo com um espectrómetro de infravermelhos e usaram um método matemático.»

Ver galeria de imagens aqui

Fonte: https://www.publico.pt/2018/04/24/ciencia/noticia/arctico-tem-concentracao-recorde-de-microplasticos-1811563

terça-feira, 17 de abril de 2018

A Lua em 4K, com crateras e marcas da presença humana em ultra-alta definição

«Um vídeo partilhado pela NASA no início desta semana tornou possível dar um saltinho à Lua, sem sair da Terra, e explorar as suas crateras e vastas planícies, assim como o rasto deixado pelos astronautas que pisaram o solo lunar. As imagens recolhidas pela câmara instalada na sonda espacial Lunar Reconaissance Orbiter (LRO), em órbita desde 2009, foram agora divulgadas em ultra-alta definição 4K. Com maior resolução (3840x2160p), estas imagens têm uma qualidade quatro vezes superior ao Full HD e permitem uma melhor visualização dos detalhes.»

Fonte: https://www.publico.pt/2018/04/14/ciencia/noticia/das-crateras-as-marcas-humanas-e-possivel-fazer-uma-visita-a-lua-em-alta-resolucao-1810402


segunda-feira, 9 de abril de 2018

Uma mensagem para o 3.º período letivo

"Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo."
Mark Twain
Fonte: http://www.citador.pt/frases/citacoes/t/coragem